Uma das obras mais famosas de William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês, foi Hamlet. Escrita entre 1599 e 1601, a tragédia, que é divida em cinco atos, explora temas como a traição, corrupção, moralidade e vingança.
A história ocorre na Dinamarca, no contexto de uma possível guerra entre o país e a Noruega, e narra o drama vivido por um príncipe, Hamlet, que perde o pai, após a picada de uma serpente, vê seu tio ocupar o trono do reino e casar-se com sua mãe.
Algum tempo depois dessa união, Hamlet recebe o espectro de seu pai que lhe revela que foi morto pelo irmão, atual Rei da Dinamarca e pede para que ele vingue sua morte.
Sendo assim, o príncipe acaba tendo que se privar do convívio com a amada Ofélia, filha do conselheiro do rei, e fingir-se de louco para iniciar seu plano de vingança.
Hamlet convida a companhia de teatro que chega ao castelo para encenar uma peça escrita por ele, no intuito de descobrir se seu tio é realmente o culpado pela morte de seu pai. Durante a apresentação, o rei passa mal e tal atitude faz com que Hamlet tenha a certeza de que o tio é um assassino.
A mãe de Hamlet, preocupada com a saúde mental do filho, chama-o para um conversa no quarto. Mas o rei, para garantir a segurança da esposa, manda seu conselheiro esconder-se atrás das cortinas. Durante a conversa, o príncipe percebe a presença de alguém e, pensando ser o rei, desfere golpes de faca, matando o pai de sua amada.
Após o assassinato cometido por Hamlet, o rei a rainha decidem enviá-lo para a Inglaterra. Durante a viagem, o navio que levava o príncipe é atacado por um navio pirata e ele oferece dinheiro para que eles o levem de volta para sua terra.
Ofélia, sentindo-se rejeitada pelo amado e diante da morte de seu pai, enlouquece e se suicida. O irmão dela, Laertes, que vivia na França, retorna a Dinamarca para vingar a morte de seu pai e de sua irmã, encorajado pelo rei.
Ao regressar, Hamlet descobre que Ofélia está morta e inicia uma “briga” com Laertes. O Rei organiza um duelo entre os dois, porém a espada usada por Laertes está envenenada. Para garantir que seu plano dê certo, o rei providencia uma taça de vinho envenenado, no caso de Hamlet vencer.
Como Hamlet inicia a luta vencendo, a rainha toma o vinho envenenado para comemorar. Ao mesmo tempo, Laerte fere Hamlet com a espada envenenada e depois, eles acabam trocando as armas por acidente e o príncipe fere Laertes, também com o veneno. Ao perceber que tudo foi um plano de seu tio, Hamlet obriga-o a tomar o vinho envenenado e os três acabam morrendo.
Na obra, o desejo de vingança é motivado, inicialmente, pelo pedido do expectro do rei Hamlet, morto pelo irmão que desejava seu trono e invejava sua vida. A partir de tal descoberta, o príncipe Hamlet hesita em atender o pedido do pai porém inicia um plano de vingança.
Sua loucura, real ou fingida, leva-o a abdicar da própria vida e de sua amada. Cego pela vingança, ele comete seu primeiro grave erro, que é matar o conselheiro do rei, que não era seu alvo.
Não se pode descartar o destino de Ofélia como uma consequência do excessivo desejo de vingança, pois tanto o desprezo do amado, como a morte do pai provocaram a sua morte.
Esses fatos dão origem a um outro processo de vingança: Laertes, filho do conselheiro, injustamente morto, também deseja vingar a morte de seu pai.
Aproveitando-se da situação, o rei incita Laertes a vingar-se de Hamlet, para, assim, livrar-se da ameaça que ele lhe causava. Este, por sua vez,tomado pelo desejo de vingar o pai e a irmã, aceita a proposta.
No desfecho da tragédia, a vingança de Hamlet provoca não só a morte do seu objeto principal, o rei, mas também, a de sua mãe, a de Laertes e a sua própria. Todos esses fatos levam a questionamentos: até que ponto tanta tragédia poderia satisfazer o desejo de vingança? Afinal, se Hamlet pudesse prever as consequência da sua vingança, teria desistido dela?
Rafael, Guilherme, Fernanda, Luiza e Mariana - 1º ano A

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