terça-feira, 19 de novembro de 2013

Hamlet e a Morte

Atenção: este texto conta, entre outros elementos da trama de Hamlet, o final da obra (spoilers). 

         Durante os meses de setembro a outubro de 2013, os primeiros anos do Ensino Médio do Colégio Dom Barreto de Campinas leram e discutiram a peça Hamlet, de William Shakespeare. Esta é uma resenha sobre um aspecto muito importante do texto: a morte.
         Hamlet é uma peça de teatro sobre um príncipe de mesmo nome. Após a morte de seu pai, seu tio (Cláudio) é coroado rei e se casa com sua mãe. A situação de Hamlet fica ainda pior quando ele descobre, por meio do fantasma de seu pai, que este fora morto por Cláudio. O resto da trama se desenvolve em torno disso.
         A morte é muito presente em Hamlet, pois inicia a trama e a termina. Ao todo, há nove mortes de personagens na peça, sendo uma antes de começar, quatro no meio e quatro no final, e algumas têm um significado mais profundo que outras.
         O assassinato do rei é a principal morte da obra, pois é a primeira experiência de várias que irão mudar a vida de Hamlet. Depois, com a visão do fantasma, há o desejo de vingança, o principal tema do texto.
         Outra perda no começo da peça é a da mãe de Hamlet. O príncipe, vendo sua mãe casar-se com seu tio logo após a morte do pai, sente que perdeu ambos os pais.
         Outras duas mortes importantes são as de Polônio (conselheiro do rei) e Ofélia (filha de Polônio e interesse amoroso de Hamlet). Polônio é atingido pelo florete de Hamlet enquanto se escondia no quarto da rainha, pois o príncipe pensava ser o rei.
Quando Ofélia recebe a notícia, enlouquece e, em sua loucura, comete suicídio (a peça diz que ela se afogou, mas devido às circunstâncias, pode ser interpretado como suicídio). Isso tem um impacto muito grande no emocional de Hamlet, o que dá ainda mais força ao seu desejo de vingança.
No início do quinto e último ato da peça há uma famosa cena onde Hamlet reflete sobre a inutilidade da vida diante da morte enquanto segura um crânio. Não importa o quão poderoso alguém seja na vida, na morte todos são iguais.
No final da obra há, entre outras, a morte de Cláudio e Hamlet. O assassinato de Cláudio simboliza o objetivo alcançado, a vingança concretizada.
Com a morte de Hamlet, há o final de sua jornada para vingar seu pai, como se esse fosse o único motivo que o mantivesse vivo. O príncipe morre por uma ferida causada por um florete envenenado, mas essa é só a causa da morte física. Hamlet já estava morto, pois tudo o que o mantinha vivo havia sido tirado dele.


Felipe Caires, Pedro Vaz, Rodolfo Kunitake

Victor Ferrari, Vinícius Xavier

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