segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Auto da Barca do Inferno


A encenação da peça “Auto da Barca do Inferno” foi realizada no dia 25 de outubro de 2013, pela companhia de Teatro Ria, na cidade de São Paulo. Baseado na obra de Gil Vicente, a peça critica, através do humor, o comportamento imoral das pessoas, que não seguem a moral cristã.

O início da peça se dá com a apresentação de duas barcas, a do céu e a do inferno, que têm como finalidade levar seus passageiros a seus respectivos destinos finais. Há um anjo na barca do céu e o diabo na barca do inferno. No decorrer da peça, são apresentados os personagens (Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Alcoviteira, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e Quatro Cavaleiros), que morreram e devem enfrentar as consequências de seus comportamentos terrenos. No final, são todos condenados ao inferno, com exceção dos Cavaleiros, do Parvo (que são salvos e vão para o paraíso) e do Judeu (que não é aceito em nenhuma barca).

Como aspecto interessante, podemos ressaltar que, mesmo sendo escrita há séculos atrás, a peça ainda traz aspectos que podem ser discutidos hoje. Por exemplo, a peça critica a usura e o suborno, que são visíveis em nossa sociedade e que, embora sejam imorais, acontecem com frequência.

Na opinião do grupo, uma personagem que se destaca é a Alcoviteira – Brísida Vaz. Além de ser a única identificada pelo nome, mesmo sabendo de seus pecados, ela diz que tem o mesmo valor dos santos e chega a tentar seduzir o anjo para ir ao céu, sem sucesso.



Beatriz Martins, Beatriz Souza, Giovana Patara, Giulia Marchi e Mariana Rodrigues

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