quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Das folhas para o palco... O Auto da Barca do Inferno!

No dia 25 de outubro, os alunos do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Dom Barreto realizaram um Estudo do Meio, que teve como destino a cidade de São Paulo,para assistir o grupo teatral Ria encenando um famosa obra de Gil Vicente: O Auto da Barca do Inferno. Além dos alunos do Dom Barreto também estavam presentes alunos de outras escolas.

O Auto da Barca do Inferno é uma obra valorizada até os dias de hoje; nela, Gil Vicente critica alguns tipos de pessoa que existiam em sua época, como por exemplo os padres que tinham amantes, os sapateiros que roubavam dinheiro de seus clientes e até mesmo as mulheres que cediam moças para os Cônegos da SéAssistir à encenacão desse auto foi importante para todos os alunos presentes, já que este é um texto que ainda é muito cobrado nos vestibulares.

Os atores, além de estarem muito bem caracterizados e serem muito talentosos, interagiram com o público em vários momentos. Os estudantes que eram escolhidos pelos personagens da peça tiveram até a oportunidade de tirar foto com os atores caracterizados no final. A peça, que foi muito bem interpretada, adquiriu uma linguagem mais próxima da que usamos hoje, causando, talvez, mais humor. Além disso, foram adicionadas várias falas onde o objetivo era fazer o público se divertir e soltar várias gargalhadas. Esse objetivo foi alcançado, porém, esse humor adicional na peça deveria ter sido abordado de outras maneiras, não relacionado apenas àsexualidade dos personagens.

Em geral, a peça foi bem interpretada por todos os atores, mas se tem um que merece destaque, definitivamente é o Diabo. Com suas falas cheias de malícia, o Diabo conquistou o público, tirando dos alunos várias risadas. Outro personagem que merece ser citado é o Parvo, o bobo, que com suas falas inocentes e suas brincadeiras, chamava a atenção de todos.

A encenação da peça agradou a todos os alunos, pois o teatro é uma forma de, muitas vezes, tirar histórias do papel e torna-las quase realidade para quem assiste. Quem diria que aquele texto longo e as vezes até difícil de ler, poderia ser tão incrível de assistir?

Patrick Guerra, Ana Catarina Tavares, Clara Lucarelli e Victoria Morello.

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