quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Auto da barca do inferno popularizado pelo teatro


No dia 25 de outubro, os alunos do Colégio Dom Barreto, acompanhados pelo professor de física, Wellington, pela professora de literatura, Juliana, e pelos monitores da agência de turismo Ivian, realizaram um estudo do meio na cidade de São Paulo. O intuito do estudo era a visitação da Universidade de São Paulo, para apreciação de um show no Instituto de Física, além da ida ao teatro, onde assistiriam uma peça escrita por Gil Vicente.
         A peça, assistida pelos alunos, foi “O auto da barca do inferno”, que representa o juízo final. O cenário era constituído por duas embarcações: a barca do céu, que era comandada pelo anjo, representado por Thais Garcia, e a do inferno, comandada pelo diabo, representado por José Alberto Martins. A história desencadeava-se com a chegada dos personagens que buscavam a vida eterna. No julgamento de seus atos em vida, somente o anjo podia absolvê-los e encaminhá-los para qual barca deveriam seguir.
         Durante toda a peça, os atores comunicaram-se com a platéia, fazendo brincadeiras e até chamando pessoas para irem ao palco, tornando o teatro interativo e dinâmico.
Além disso, o figurino, montado por Thales Cristovão, caracterizava perfeitamente os personagens, que apresentavam objetos cênicos essenciais em suas vidas terrestres, deixando evidente para o público quem estava sendo representado. A roupa usada pelo Parvo, interpretado por Andreza Rebucci, era colorida e cheia de estampas o que caracterizava bem o personagem, um bobo da corte.
 Porem, o cenário não foi muito bem trabalhado, pois era composto apenas pelas duas barcas, que não acumulavam os personagens que entravam nelas. Sendo assim, não era possível saber quantos personagens tinham entrado em cada uma delas nem perceber o contraste entre o número de pessoas que supostamente iam pra o céu e para o inferno o que, na verdade, é um tema abordado na história.
O diretor, José Paulo Rosa, ao explicar a peça, mencionou que o Judeu não foi aceito nem pelo diabo nem pelo anjo por não ser católico e não conhecer a doutrina, não podendo ser julgado nem por Gil Vicente, nem por ele mesmo. Mas, na realidade, o fato de o judeu não entrar em nenhuma das barcas está relacionado com o momento histórico em que a peça foi escrita. Na sociedade da época predominava o catolicismo e os judeus eram excluídos. Portanto, Gil Vicente, através de sua obra, quis questionar o preconceito existente contra o grupo.
         O texto da peça, escrito por volta de 1517, traz uma linguagem rebuscada, difícil de ser entendida. A montagem do grupo RIA, por sua vez, conseguiu fazer uma representação da versão escrita com uma linguagem mais acessível e esclarecedora, permitindo aos espectadores entender o enredo.




         Guilherme, Rafael, Fernanda, Luiza e Mariana - 1º ano A

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