De
volta ao século XVI
No dia 25 de Outubro, os alunos do primeiro ano do Colégio
Dom Barreto participaram de um estudo do meio, em São Paulo.Juntamente com a
professora de Literatura Juliana (Lia) e com o professor de Física Wellington (
Well) assistiram à peça O Auto da Barca
do Inferno,escrita por Gil Vicente. O espetáculo aconteceu em um teatro
localizado na Avenida 9 de Julho.Ao entrarem no teatro, os alunos em cima da
hora acomodaram-se e viram de perto um grande clássico da literatura
portuguesa.
O Auto da Barca do
Inferno é uma peça moralista, que critica a sociedade da época em que foi
escrita: o século XVI.
No cenário, em cada canto do palco, havia duas barcas: a
do céu e a do inferno, onde se encontravam, respectivamente, o Anjo e o Diabo, junto
ao seu companheiro. O espetáculo contava com um ótimo elenco. Foi uma típica
comédia contemporânea, onde os atores interagem bastante com o público, fazendo
brincadeiras e até mesmo incluindo espectadores na peça, para dar um toque de
humor.
Logo de início, entra
Fidalgo e seu Pagem(atores excepcionais, arrancaram muitas risadas do público),
que vão de encontro com a barca do
inferno, recusam-se a entrar e então tentam entrar na barca celestial, mas são
rejeitados, então entram na barca infernal. Todos os personagens que entram em
cena depois(Onzeneiro, Sapateiro, Frade, Florença que era acompanhante do
Frade, a Alcoviteira, Corregedor, Procurador e Enforcado) seguem esse mesmo
padrão, recusam-se a entrar na barca do inferno, tentam entrar na barca do céu
e são julgados e rejeitados, sujeitos a
irem ao encontro do Diabo. Exceto, o Parvo, o Judeu e os quatros Cavaleiros,
que possuem destinos diferentes dos demais. O
Parvo(que também deu um show de humor e atuação), por ser inocente entra
na barca do céu;o Judeu, que por não ser católico, não entra em nenhuma das
barcas; e os quatro Cavaleiros que vão direto à barca do céu, pois morreram em
guerra santa(as cruzadas,expedições em nome de Deus). E, por fim, com a ultima
cena(a dos Cavalheiros), a peça chega ao seu término.
Entre os personagens, o Diabo era o que mais se
destacava, suas falas sempre eram acompanhadas por recursos humorísticos, que
divertiam a plateia. Por outro lado, o anjo era um personagem que não
empolgava, suas expressões não mudavam, estava igual em todas as cenas.Brísida
Vaz,com sua beleza,chamou atenção principalmente do público masculino, a
alcoviteira era uma personagem ligada a temas eróticos,e usava isso para animar
e descontrair a plateia.
Quando as cortinas fecharam,o diretor entrou,e, de um
jeito confuso em algumas partes, explicou a peça, contradizendo-se ao dizer que
essa não critica nenhuma instituição, o que de fato não é verdade, pois as
personagens eram tipos, ou seja, representavam
uma classe de pessoas, portanto representavam também a Igreja,
assim,como por exemplo, o Fidalgo representava
a nobreza.
No geral, foi um espetáculo curto e divertido, que, ao
mesmo tempo, facilitou a compreensão do texto, e gerou algumas duvidas.
Isabela Olivieri, José
Gabriel, Mateus Martins, Julia Marcucci
Nenhum comentário:
Postar um comentário