sexta-feira, 15 de novembro de 2013

De volta ao século XVI

No dia 25 de Outubro, os alunos do primeiro ano do Colégio Dom Barreto participaram de um estudo do meio, em São Paulo.Juntamente com a professora de Literatura Juliana (Lia) e com o professor de Física Wellington ( Well) assistiram à peça O Auto da Barca do Inferno,escrita por Gil Vicente. O espetáculo aconteceu em um teatro localizado na Avenida 9 de Julho.Ao entrarem no teatro, os alunos em cima da hora acomodaram-se e viram de perto um grande clássico da literatura portuguesa.
O Auto da Barca do Inferno é uma peça moralista, que critica a sociedade da época em que foi escrita: o século XVI.
No cenário, em cada canto do palco, havia duas barcas: a do céu e a do inferno, onde se encontravam, respectivamente, o Anjo e o Diabo, junto ao seu companheiro. O espetáculo contava com um ótimo elenco. Foi uma típica comédia contemporânea, onde os atores interagem bastante com o público, fazendo brincadeiras e até mesmo incluindo espectadores na peça, para dar um toque de humor.
Logo de início, entra  Fidalgo e seu Pagem(atores excepcionais, arrancaram muitas risadas do público),  que vão de encontro com a barca do inferno, recusam-se a entrar e então tentam entrar na barca celestial, mas são rejeitados, então entram na barca infernal. Todos os personagens que entram em cena depois(Onzeneiro, Sapateiro, Frade, Florença que era acompanhante do Frade, a Alcoviteira, Corregedor, Procurador e Enforcado) seguem esse mesmo padrão, recusam-se a entrar na barca do inferno, tentam entrar na barca do céu e são julgados e   rejeitados, sujeitos a irem ao encontro do Diabo. Exceto, o Parvo, o Judeu e os quatros Cavaleiros, que possuem destinos diferentes dos demais. O  Parvo(que também deu um show de humor e atuação), por ser inocente entra na barca do céu;o Judeu, que por não ser católico, não entra em nenhuma das barcas; e os quatro Cavaleiros que vão direto à barca do céu, pois morreram em guerra santa(as cruzadas,expedições em nome de Deus). E, por fim, com a ultima cena(a dos Cavalheiros), a peça chega ao seu término.
Entre os personagens, o Diabo era o que mais se destacava, suas falas sempre eram acompanhadas por recursos humorísticos, que divertiam a plateia. Por outro lado, o anjo era um personagem que não empolgava, suas expressões não mudavam, estava igual em todas as cenas.Brísida Vaz,com sua beleza,chamou atenção principalmente do público masculino, a alcoviteira era uma personagem ligada a temas eróticos,e usava isso para animar e descontrair a plateia.
Quando as cortinas fecharam,o diretor entrou,e, de um jeito confuso em algumas partes, explicou a peça, contradizendo-se ao dizer que essa não critica nenhuma instituição, o que de fato não é verdade, pois as personagens eram tipos, ou seja, representavam  uma classe de pessoas, portanto representavam também a Igreja, assim,como por exemplo, o Fidalgo  representava a nobreza.
No geral, foi um espetáculo curto e divertido, que, ao mesmo tempo, facilitou a compreensão do texto, e gerou algumas duvidas.


Isabela Olivieri, José Gabriel, Mateus Martins, Julia Marcucci

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