terça-feira, 19 de novembro de 2013

Amor ou loucura?

Em uma das mais famosas peças de Shakespeare,o rei, pai de Hamlet , morre, e isso o deixa extremamente magoado. O corpo do pai nem bem foi velado e sua mãe casa-se com seu tio, que o deixa ainda mais devastado. Hamlet ainda confuso sobre a curiosa morte de seu pai,ouve dos guardas que havia um fantasma rondando o castelo à noite.Decidido a procurar o fantasma vai averiguar e descobre que esse é o fantasma de seu pai, o rei Hamlet. Este lhe diz que foi assassinado por seu irmão, e que se Hamlet o ama, deverá vingar-lhe a morte. Hamlet fica ainda mais transtornado,pois suspeita de uma dupla traição: a de seu tio e de sua mãe. Para conseguir a vingança, Hamlet se finge de louco, dessa forma tenta descobrir informações e planejar sua vingança sem levantar suspeitas sobre suas verdadeiras intenções. O plano de Hamlet vai bem, mas esse maltrata Ofélia enquanto o rei e Polônio os espiam, e despedaça o coração e as esperanças da jovem,faz com que atores encenem na frente do rei e da rainha a morte de seu pai, uma representação que gera desconfiança sobre as verdadeiras intenções do príncipe, pois antes, julgavam que ele sofria de amor.Ao ver que a peça chocou o rei (seu tio), Hamlet quase o mata, mas decide por fazer depois. Logo, Hamlet enfrenta mais um problema: a ameaça de ser mandado para a Inglaterra.Ele mata Polônio acidentalmente por pensar que este era o rei. É enviado a Inglaterra, mas seu navio é emboscado e ele consegue voltar. Ofélia suicida-se, pois não suporta a dor da rejeição e da morte do pai, enlouquecendo. Hamlet se sente culpado com a morte de Ofélia Laertes, que é irmão de Ofélia, duela com Hamlet, mas é uma armadilha, pois na ponta da espada de Laertes há veneno, o mesmo contido em uma taça que rei prepara para o Príncipe. Laertes fere Hamlet, e este fere Laertes com a arma envenenada. A rainha e o rei bebem da taça. Após ser perdoado por Laertes, os quatro morrem. É uma peça trágica do inicio ao fim. Há limites até mesmo para passar dos limites. Até que ponto Hamlet apenas finge estar louco? Sua obsessão por vingança, acaba realmente tornando-o insano? Os planos de Hamlet são brilhantes, e eficazes, pois ele de fato vinga a morte do pai. Usa a loucura para dizer verdades, que em plena noção não diria, confunde a mente do inimigo e o acaba derrotando. Mas a que custo? Derrota a si também. Ele renuncia ao amor, e acaba destruindo sua examada com isso. Ele já não mais aprecia a vida. Ele renuncia a própria vida, não por vingança, mas para provar de seu amor ao pai. Uma necessidade de aceitação tão devota não seria o tipo de loucura mais destrutiva? Hamlet destruiu tudo ao seu redor, e com isso, destruiu a si mesmo.

Grupo: José Gabriel, Mateus Martins, Isabela Olivieri, Julia Marcucci      
Poemas sobre poema, teatros sobre teatro, Hamlet sobre...

A história de Hamlet baseia-se na questão da morte do rei e pai do protagonista, também chamado Hamlet, que assombra o castelo real, na Dinamarca. Quando o fantasma finalmente consegue contar para seu filho como foi assassinado, o rei pede vingança, ou seja, deseja que seu filho mate o tio, pois foi ele quem o matou. Contudo, Hamlet começa a apresentar dúvidas que são suficientes para acharem que ele está louco. Hamlet sempre esteve interessado em Ofélia, e por causa disso, o pai da menina suspeita de que essa loucura se deve a um amor mal resolvido entre os dois. Hamlet procura formas de realmente descobrir se a história que o fantasma de seu pai contara era verdade, entre elas o teatro. Ele pede para que um grupo de teatro apresente um episódio parecido com o que aconteceu com seu pai e com sua mãe depois da morte do Rei, para que, durante a apresentação, Hamlet pudesse reparar na reação de seu tio, o atual Rei, durante o espetáculo. Com isso, Hamlet percebeu que não devia matar o tio naquele momento . Depois disso, Hamlet conversa com sua mãe, que foi acusada de uma suposta infidelidade para com seu pai já falecido. Durante essa conversa, o pai de Ofélia, Polônio, ouve às escondidas e Hamlet, por pensar que era seu tio, o mata. Após isso, o irmão de Ofélia, sabendo da morte de seu pai, vem para se vingar e Hamlet começa vencendo.
A peça Hamlet é um exemplo clássico de metalinguagem, porque existe uma peça de teatro dentro da própria peça. Há um grupo de teatro realizando uma peça a pedido do protagonista. Shakespeare usa sua própria peça para refletir como um ator deve se comportar em cena . Portanto, o autor fala sobre linguagem teatral dentro da peça de teatro.
Essa peça é importante, pois mesmo sendo antiga, ainda está presente e é cobrada em várias escolas. O livro contém uma linguagem diferenciada, com vocabulário extenso e bem diversificado, o que proporciona às pessoas uma leitura que não é comum. Porém, por ter esse tipo de vocabulário, a leitura pode se tornar complexa para algumas pessoas, principalmente para as que não possuem o hábito de ler. Além disso, a peça traz temas como amor, vingança e loucura, os quais fazem parte do cotidiano das pessoas e que podem, de alguma forma, se encaixar na vida de algumas delas.

Patrick Guerra, Ana Catarina, Clara Lucarelli e Victória Morello

Vingança provoca tragédia em Hamlet

Uma das obras mais famosas de William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês, foi Hamlet. Escrita entre 1599 e 1601, a tragédia, que é divida em cinco atos, explora temas como a traição, corrupção, moralidade e vingança.
A história ocorre na Dinamarca, no contexto de uma possível guerra entre o país e a Noruega, e narra o drama vivido por um príncipe, Hamlet, que perde o pai, após a picada de uma serpente, vê seu tio ocupar o trono do reino e casar-se com sua mãe.
Algum tempo depois dessa união, Hamlet recebe o espectro de seu pai que lhe revela que foi morto pelo irmão, atual Rei da Dinamarca e pede para que ele vingue sua morte.
Sendo assim, o príncipe acaba tendo que se privar do convívio com a amada Ofélia, filha do conselheiro do rei, e fingir-se de louco para iniciar seu plano de vingança.
Hamlet convida a companhia de teatro que chega ao castelo para encenar uma peça escrita por ele, no intuito de descobrir se seu tio é realmente o culpado pela morte de seu pai. Durante a apresentação, o rei passa mal e tal atitude faz com que Hamlet tenha a certeza de que o tio é um assassino.
A mãe de Hamlet, preocupada com a saúde mental do filho, chama-o para um conversa no quarto. Mas o rei, para garantir a segurança da esposa, manda seu conselheiro esconder-se atrás das cortinas. Durante a conversa, o príncipe percebe a presença de alguém e, pensando ser o rei, desfere golpes de faca, matando o pai de sua amada.
Após o assassinato cometido por Hamlet, o rei a rainha decidem enviá-lo para a Inglaterra. Durante a viagem, o navio que levava o príncipe é atacado por um navio pirata e ele oferece dinheiro para que eles o levem de volta para sua terra.
Ofélia, sentindo-se rejeitada pelo amado e diante da morte de seu pai, enlouquece e se suicida. O irmão dela, Laertes, que vivia na França, retorna a Dinamarca para vingar a morte de seu pai e de sua irmã, encorajado pelo rei.
Ao regressar, Hamlet descobre que Ofélia está morta e inicia uma “briga” com Laertes. O Rei organiza um duelo entre os dois, porém a espada usada por Laertes está envenenada. Para garantir que seu plano dê certo, o rei providencia uma taça de vinho envenenado, no caso de Hamlet vencer.
Como Hamlet inicia a luta vencendo, a rainha toma o vinho envenenado para comemorar. Ao mesmo tempo, Laerte fere Hamlet com a espada envenenada e depois, eles acabam trocando as armas por acidente e o príncipe fere Laertes, também com o veneno. Ao perceber que tudo foi um plano de seu tio, Hamlet obriga-o a tomar o vinho envenenado e os três acabam morrendo.
Na obra, o desejo de vingança é motivado, inicialmente, pelo pedido do expectro do rei Hamlet, morto pelo irmão que desejava seu trono e invejava sua vida. A partir de tal descoberta, o príncipe Hamlet hesita em atender o pedido do pai porém inicia um plano de vingança.
Sua loucura, real ou fingida, leva-o a abdicar da própria vida e de sua amada. Cego pela vingança, ele comete seu primeiro grave erro, que é matar o conselheiro do rei, que não era seu alvo.
Não se pode descartar o destino de Ofélia como uma consequência do excessivo desejo de vingança, pois tanto o desprezo do amado, como a morte do pai provocaram a sua morte.
Esses fatos dão origem a um outro processo de vingança: Laertes, filho do conselheiro, injustamente morto, também deseja vingar a morte de seu pai.
Aproveitando-se da situação, o rei incita Laertes a vingar-se de Hamlet, para, assim, livrar-se da ameaça que ele lhe causava. Este, por sua vez,tomado pelo desejo de vingar o pai e a irmã, aceita a proposta.

No desfecho da tragédia, a vingança de Hamlet provoca não só a morte do seu objeto principal, o rei, mas também, a de sua mãe, a de Laertes e a sua própria. Todos esses fatos levam a questionamentos: até que ponto tanta tragédia poderia satisfazer o desejo de vingança? Afinal, se Hamlet pudesse prever as consequência da sua vingança, teria desistido dela?


Rafael, Guilherme, Fernanda, Luiza e Mariana - 1º ano A

Hamlet e a Morte

Atenção: este texto conta, entre outros elementos da trama de Hamlet, o final da obra (spoilers). 

         Durante os meses de setembro a outubro de 2013, os primeiros anos do Ensino Médio do Colégio Dom Barreto de Campinas leram e discutiram a peça Hamlet, de William Shakespeare. Esta é uma resenha sobre um aspecto muito importante do texto: a morte.
         Hamlet é uma peça de teatro sobre um príncipe de mesmo nome. Após a morte de seu pai, seu tio (Cláudio) é coroado rei e se casa com sua mãe. A situação de Hamlet fica ainda pior quando ele descobre, por meio do fantasma de seu pai, que este fora morto por Cláudio. O resto da trama se desenvolve em torno disso.
         A morte é muito presente em Hamlet, pois inicia a trama e a termina. Ao todo, há nove mortes de personagens na peça, sendo uma antes de começar, quatro no meio e quatro no final, e algumas têm um significado mais profundo que outras.
         O assassinato do rei é a principal morte da obra, pois é a primeira experiência de várias que irão mudar a vida de Hamlet. Depois, com a visão do fantasma, há o desejo de vingança, o principal tema do texto.
         Outra perda no começo da peça é a da mãe de Hamlet. O príncipe, vendo sua mãe casar-se com seu tio logo após a morte do pai, sente que perdeu ambos os pais.
         Outras duas mortes importantes são as de Polônio (conselheiro do rei) e Ofélia (filha de Polônio e interesse amoroso de Hamlet). Polônio é atingido pelo florete de Hamlet enquanto se escondia no quarto da rainha, pois o príncipe pensava ser o rei.
Quando Ofélia recebe a notícia, enlouquece e, em sua loucura, comete suicídio (a peça diz que ela se afogou, mas devido às circunstâncias, pode ser interpretado como suicídio). Isso tem um impacto muito grande no emocional de Hamlet, o que dá ainda mais força ao seu desejo de vingança.
No início do quinto e último ato da peça há uma famosa cena onde Hamlet reflete sobre a inutilidade da vida diante da morte enquanto segura um crânio. Não importa o quão poderoso alguém seja na vida, na morte todos são iguais.
No final da obra há, entre outras, a morte de Cláudio e Hamlet. O assassinato de Cláudio simboliza o objetivo alcançado, a vingança concretizada.
Com a morte de Hamlet, há o final de sua jornada para vingar seu pai, como se esse fosse o único motivo que o mantivesse vivo. O príncipe morre por uma ferida causada por um florete envenenado, mas essa é só a causa da morte física. Hamlet já estava morto, pois tudo o que o mantinha vivo havia sido tirado dele.


Felipe Caires, Pedro Vaz, Rodolfo Kunitake

Victor Ferrari, Vinícius Xavier

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Auto da Barca do Inferno


A encenação da peça “Auto da Barca do Inferno” foi realizada no dia 25 de outubro de 2013, pela companhia de Teatro Ria, na cidade de São Paulo. Baseado na obra de Gil Vicente, a peça critica, através do humor, o comportamento imoral das pessoas, que não seguem a moral cristã.

O início da peça se dá com a apresentação de duas barcas, a do céu e a do inferno, que têm como finalidade levar seus passageiros a seus respectivos destinos finais. Há um anjo na barca do céu e o diabo na barca do inferno. No decorrer da peça, são apresentados os personagens (Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Alcoviteira, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e Quatro Cavaleiros), que morreram e devem enfrentar as consequências de seus comportamentos terrenos. No final, são todos condenados ao inferno, com exceção dos Cavaleiros, do Parvo (que são salvos e vão para o paraíso) e do Judeu (que não é aceito em nenhuma barca).

Como aspecto interessante, podemos ressaltar que, mesmo sendo escrita há séculos atrás, a peça ainda traz aspectos que podem ser discutidos hoje. Por exemplo, a peça critica a usura e o suborno, que são visíveis em nossa sociedade e que, embora sejam imorais, acontecem com frequência.

Na opinião do grupo, uma personagem que se destaca é a Alcoviteira – Brísida Vaz. Além de ser a única identificada pelo nome, mesmo sabendo de seus pecados, ela diz que tem o mesmo valor dos santos e chega a tentar seduzir o anjo para ir ao céu, sem sucesso.



Beatriz Martins, Beatriz Souza, Giovana Patara, Giulia Marchi e Mariana Rodrigues

Resenha da peça “Auto da Barca do Inferno“ de Gil Vicente

       
A peça “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, encenada pelo grupo Ria, trabalhando os principais aspectos abordados nessa obra vicentina.
A interação dos atores com a plateia contribuiu para uma “participação especial” na peça. Os belos detalhes do figurino nos faziam pensar em como era a vestimenta da época em que Gil Vicente escreveu suas obras. Além disso, a explicação que o diretor fez da adaptação do texto original e o fato de podermos fazer perguntas a ele sobre a obra possibilitaram que aperfeiçoássemos o nosso entendimento da peça, o que mais tarde será muito útil no vestibular .
Para as pessoas que leram o livro antes de assistirem à peça, o aproveitamento é muito maior, pois isso faz com que elas se identifiquem e entendam o contexto mais profundamente.
Um aspecto que poderia ter sido melhor é o cenário, pois ele poderia ter sido mais bem explorado, mais rico em detalhes, com mais elementos típicos da época para fazer com que a sensação de realidade fosse maior.
Por isso recomendamos essa peça a todas as pessoas que se interessem por literatura e queiram conhecer uma das mais importantes obras de Gil Vicente.

Luca Angi, Beatriz Alcântara Silva Lopes, Giovanna Silva, Natália Ribeiro e Ruth Stefanny

Insanidade em Hamlet

“Hamlet”, uma peça escrita por William Shakespeare (1564-1616) e publicada no Brasil, entre outras, pela editora L&PM, é uma obra clássica que é lida até os dias de hoje.

O personagem principal é Hamlet, príncipe da Dinamarca. Seu pai morre e sua mãe, a rainha Gertrudes, casa-se com Cláudio, irmão do falecido rei, o que não agrada ao príncipe. Hamlet vê o fantasma do pai, que diz ter sido assassinado por Cláudio, o qual queria se tornar Rei, e pede ao filho que o vingue. O príncipe, para não levantar suspeitas durante a execução de seu plano, finge-se de louco. Faz com que um grupo de atores encene a morte de seu pai, para que possa provar a culpa do tio, e mata Polônio, conselheiro do rei e pai de Ofélia (dama cortejada por Hamlet), pensando ter matado o rei. Após a morte do pai e a rejeição do príncipe, Ofélia se suicida, e seu irmão, Laerte, desafia Hamlet para um duelo. O rei e Laerte, desejando o fim de Hamlet, envenenam a ponta da espada usada por este durante a luta e também uma taça de vinho. No fim da cena (a última da peça) morrem Hamlet, Laerte, o Rei e a Rainha, e o livro
termina com o a invasão do rei da Noruega à Dinamarca.

Um dos elementos que podem ser observados no decorrer da peça é a loucura. Hamlet decide se fingir de louco para que ninguém suspeite de seu plano de vingança. Todos tentam descobrir a causa de sua loucura, imaginando que fosse o amor por Ofélia ou o luto pela morte do pai, sem suspeitar da verdadeira causa. Hamlet é um rapaz instável, que busca vingança, mas ao mesmo tempo hesita em executá-la. Há um equilíbrio e interligação entre as situações em que ele se encontra: ele está fragilizado e se vê obrigado a cometer um ato violento. Isso causa certo desequilíbrio em Hamlet.

Outra demonstração de loucura pode ser observada em Ofélia. Seu irmão a abandona e Hamlet a rejeita. Após a morte de seu pai, ela chega ao ápice, cometendo suicídio. Antes, porém, ela se encontra com Gertrudes, e nesse encontro é possível perceber que o assassinato do pai pelas mãos do amado a enlouqueceu, quando ela começa a cantar.


Beatriz Martins, Beatriz Souza, Giovana Patara, Giulia Marchi e Mariana Rodrigues

O Auto da Barca do Inferno em uma adaptação teatral

            O Auto da Barca do Inferno em              uma   adaptação teatral

          No dia 25 de outubro, uma peça de teatro foi encenada pelo grupo Ria, na cidade de São Paulo: uma adaptação da obra literária de Gil Vicente, O auto da barca do Inferno, escrita no século XVI. A peça, escrita com uma linguagem própria da época de seu lançamento, trata-se de uma trama sobre o julgamento dos personagens após sua morte.
          De um lado, a barca do Diabo, do outro, a barca do Anjo. A cada personagem que aparece, é feito um julgamento para definir em qual este deve embarcar. Na obra literária, os personagens são bem caracterizados e têm uma “bagagem”, na qual são mostrados seus atos durante a vida que definem para qual barca se dirigirão e qual o perfil de cada um.
         Na peça teatral adaptada, o grupo utilizou humor e a interação com os espectadores para mostrar a trama de modo mais leve e divertido. Porém, o uso desses artifícios causou efeitos que podem ser vistos como negativos. Houve interferência na história por esses efeitos. O humor foi constituído por piadas em geral, em parte pela caracterização dos personagens como homossexuais, que muitas vezes podem ser vistas como preconceituosas. A interferência dos espectadores manteve todos atentos, porém fez com que a trama se perdesse em tantas piadas e aparições inesperadas, havendo a dispersão do contexto da peça.
         Muitos diálogos e cenas foram cortados da adaptação, talvez para torná-la mais curta e com menos conteúdo literário. Um erro, já que tal obra é constantemente cobrada em provas públicas de grande porte. A falta de cenas também caracteriza a má direção da peça, já que altera o encaminhamento e contexto da história.


         
        A peça teve um período de encenação que não deu brecha para que os alunos se cansassem e se distraíssem com outros assuntos. Apesar dos usos indevidos de certos artifícios, a peça prendeu a atenção dos espectadores e foi divertida para a maior parte deles.

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Ana Flávia,Giovana Roldão, Isabel Fortunato, Milena Faria, Luana Benatti 

Paixões Insanas

         Hamlet é uma obra literária escrita por William Shakespeare em 1599, e se passa na Dinamarca.
        A trama se baseia na vida trágica de Hamlet, que tenta vingar a morte de seu pai, o rei, que foi assassinado  por seu tio Cláudio, o qual usurpou o trono e casou-se com a rainha. Com a descoberta da traição de seu tio e com a aparição do espectro de seu pai, Hamlet se convence de que tem que vingar sua morte. Ele inicia então uma farsa sobre sua loucura, e logo, encontra-se perdido em sua encenação.
       O amor está presente em toda a história da obra. A começar pelo amor de Hamlet por seu pai. Ele tinha uma grande admiração pelo rei, e a sua morte despertou em Hamlet o desejo de vingança, que fez com que ele tivesse várias atitudes para provar a culpa do tio.
       Outra situação de amor na obra, é o de Hamlet e Ofélia. A personagem se vê apaixonada por ele, que por sua vez, não demonstra o mesmo a não ser por cortejos.  Ela então vê-se privada de seu amor e começa a mostrar indícios de sua loucura, que se iniciou após Hamlet matar seu pai, Polônio, acidentalmente.
       Junto com a perda de seu pai, Ofélia enlouquece, deixando o mundo, com um provável suicídio. A personagem morreu de amor, tanto por Hamlet quanto por seu pai, Polônio.
       O amor, na obra, pode ser caracterizado como a principal causa dos temas centrais da trama: a morte e a loucura, pois Hamlet fica louco pela perda de seu amado e adorado pai; e Ofélia morre pela rejeição de Hamlet a seu amor e também pela perda de seu pai.



     
Ana Flávia, Giovana Roldão, Isabel Fortunato, Luana Benatti e Milena Faria


Amor Trágico

   Shakespeare é considerado um dos mais importantes dramaturgos e escritores de todos os tempos.  Embora seus sonetos sejam até hoje considerados os mais lindos de todos os tempos, foi na dramaturgia que ganhou destaque. Os textos de Shakespeare fizeram e ainda fazem sucesso, por tratarem de temas populares e próprios dos seres humanos, independente do tempo histórico. Amor, relacionamentos afetivos, sentimentos, questões sociais, temas políticos e outros assuntos relacionados à condição humana são constantes nas obras deste escritor.   
   A tragédia Hamlet centra-se no príncipe homônimo, querendo vingança por seu pai, o rei Hamlet, que teria sido assassinado por seu próprio irmão Cláudio, o tio do príncipe, que assumiu o trono. Além disso, Cláudio casa-se com a mãe do príncipe Hamlet, Gertrudes, logo após a morte de seu irmão o que Hamlet considera uma traição. Ao decorrer da trama é revelado que Hamlet possui uma paixão por Ofélia (filha de Polônio).   
   No começo da trama, o príncipe Hamlet parece cortejar Ofélia, enviando-lhe cartas com juras de amor. Com isso, Ofélia passa a alimentar sua paixão pelo príncipe também, porém seu pai, Polônio, a aconselha a não aceitar as cartas de Hamlet e nem respondê-las, pois teme que seu amor pela filha seja uma grande mentira e Hamlet só a esteja iludindo. Como uma filha obediente, Ofélia segue o conselho do pai e passa a rejeitar Hamlet. Logo após esse episódio, Hamlet parece perder seu juízo e Gertrudes e Polônio deduzem que a loucura do príncipe teria sido causada pela rejeição da amada. Por isso, é forjada uma situação em que Ofélia vai conversar com o príncipe. Nessa cena, Hamlet diz a Ofélia que seu amor por ela nunca existiu e suas declarações não passaram de mentiras. Ao mesmo tempo em que afirma isso, Hamlet deixa dúvidas sobre sua sanidade mental, com isso Ofélia fica decepcionada, se sentido enganada pelo príncipe e sofre por vê-lo naquele estado.   
   Conforme o desenrolar da história, Hamlet tem uma conversa com sua mãe, a rainha, em seus aposentos, durante a qual Hamlet ouve um barulho no quarto e, sem pensar duas vezes, achando que era o atual marido de sua mãe, o suposto assassino de seu pai, o príncipe acaba matando Polônio, que estava apenas escutando a conversa e não era o assassino.
    Assim, Hamlet acaba matando o pai de Ofélia no meio dessa busca por vingança, e parece se esquecer da mesma, considerando sua reação de pouca preocupação ao matar o pai de sua amada. Isso tudo acaba atrapalhando o amor dos dois.
    Todo esse tormento, como ter seu pai morto pelo amado e ser esquecida por ele, Ofélia começa a dar mostras de loucura, e assim tem uma conversa com a rainha Gertrudes, na qual parece estar muito perturbada com a morte de seu pai ao cantar algumas coisas sem sentido. A rainha lamenta seu estado e o relata ao rei, porém nenhuma atitude é tomada em relação à loucura de Ofélia, já que todos estão preocupados com a suposta perda de juízo de Hamlet, que finge estar louco para realizar sua vingança. Privada de seu amor por Hamlet e sentido a falta do pai, Ofélia morre afogada, em um provável suicídio. O amor dos dois, principalmente por parte de Hamlet, é um amor estranho, ora diz que ama, e em outra diz que não ama, já que o príncipe envia cartas de amor a Ofélia e logo após isso afirma para a mesma que suas juras de amor não passavam mentiras. O fato de Hamlet estar tão concentrado em sua vingança faz com que seu amor seja demonstrado apenas depois da morte de Ofélia.

Giovanni Stivenelli, Beatriz Zonta, Maria Augusta Gimenez, Maria Fernanda Bosco e Rafaela Nunes

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Grupo RIA diverte os alunos no teatro em São Paulo

   No dia 25 de Outubro de 2013, nós, alunos do 1º ano do Colégio Dom Barreto, tivemos a oportunidade de assistir à peça de teatro Auto da barca do inferno, encenada pelo Grupo Ria , na cidade de São Paulo.
            A famosa peça Auto da Barca 
do Inferno, publicada em 1517, durante a Idade Média, é uma obra do dramaturgo português Gil Vicente, considerado pai do teatro português, já que não há registros de outras obras antes das dele. A peça foi encenada pela primeira vez para o rei D. Manoel I e para sua irmã D. Leonor, e encantou toda a realeza na época. Tinha de início caráter religioso, depois se tornou popular, para distração do povo.
           
A obra se baseia na alegoria do juízo final católico, tem caráter satírico e critica moralmente várias instituições da sociedade da época. Na história, existem duas embarcações, cada qual com o seu comandante. Uma das embarcações vai para o paraíso e é comandada por um anjo, a outra embarcação vai para o inferno e é comandada pelo diabo.
           
Os dois comandantes aguardam os mortos para o seu juízo final, que chegam buscando a vida eterna. No julgamento de seus atos em vida, somente o anjo pode absolvê-los e encaminhá-los para a barca que deverão seguir.
           
A obra expressa o Humanismo gótico, uma religiosidade alegórica em teatro poético com versos, metáforas, rimas e agudezas. Os personagens representam o povo, o clero e a nobreza. Cada personagem recebe uma condenação, baseado em palavras e atos.  A peça se caracteriza como um auto, designação genérica para peças cuja finalidade é tanto divertir quanto instruir; seus temas, podendo ser religiosos ou profanos, sérios ou cômicos, devem, no entanto, guardar um profundo sentido moralizador.
            Gil Vicente era o dramaturgo preferido dos reis, viveu maior parte de sua vida em Lisboa, era ourives e poeta e suas obras não seguiram um padrão fixo.
            A peça é um dos assuntos mais populares em vários vestibulares e o Grupo Ria faz com objetivo de conscientizar os jovens da tamanha importância dessa obra atualmente. O mais interessante da peça é a interação das personagens  com o público.  Assim, o espetáculo prende a atenção do espectador, o que facilita o entendimento da trama. Outra característica que ajuda o espectador a compreender a peça é uso de linguagem coloquial, com a presença de gírias, ditados populares, trocadilhos, porém sem deixar de apresentar todas as personagens da obra, cada um com suas características específicas retratadas na obra de Gil Vicente.


Grupo: Giovanni ,Beatriz Zonta , Maria Augusta, Maria Fernanda e Rafaela Villalba


Uma Peça Atemporal

         Na sexta-feira, dia 25 de outubro, os primeiros anos do ensino médio do Colégio Dom Barreto de Campinas foram a São Paulo para assistir à peça de teatro O Auto da Barca do Inferno.
         “O Auto da Barca do Inferno” costuma fazer parte da lista de leitura obrigatória da Unicamp e Fuvest, raramente sendo substituído (o que é o caso nos vestibulares de 2013 a 2015), então ter uma oportunidade de vê-lo sendo encenado é muito bom.
         Na obra, personagens que representam grupos da sociedade do início do século XVI, após morrerem, vão a um lugar com duas barcas. Uma leva ao Céu, e outra ao Inferno. Quase todos os personagens fazem o mesmo percurso: conversam com o Diabo, rejeitam a proposta de entrarem na Barca do Inferno, se dirigem à Barca do Céu, são barrados pelo Anjo e forçados a ir para o Inferno. 
        Os personagens julgados são: Fidalgo, Onzeneiro (Agiota),  Joane, o Parvo (Bobo), Sapateiro, Frade, Judeu, Corregedor (juíz), Procurador, Enforcado e Cavaleiros Cruzados.
         Os responsáveis pela apresentação da peça são os integrantes do Grupo Ria, que também encenam Memórias Póstumas de Brás Cubas e O Cortiço, entre outros títulos da lista de leitura obrigatória.
         Um dos pontos interessantes do espetáculo é o fato dos atores, em vários momentos da peça, interagirem com a plateia, levando pessoas ao palco ou dando apelidos para efeito de humor.
         Outro aspecto importante é a menção a eventos atuais, mesmo que a história se passe no século XVI (uma menção a uma música famosa na internet, ou ao guitarrista da banda Calypso, por exemplo). O objetivo disso é mostrar que o texto é atemporal, e se encaixa (com algumas mudanças) nos dias de hoje. Um exemplo é a cena do Corregedor, que vai ao Inferno por corrupção, algo muito comum, principalmente no Brasil.
         No entanto, nem tudo é perfeito. As brincadeiras que os atores fazem durante a encenação podem ter um efeito negativo na pessoa escolhida, pois várias envolvem apelidos, o que pode ser relacionado a bullying.
         E a peça nem sempre foi fiel ao texto original. Enquanto na versão oficial o Fidalgo vai ao Inferno com seu criado, na peça o último é solto e participa em uma cena de diálogo com outro personagem. Na peça atual, o Judeu não entra em nenhuma barca, enquanto na versão antiga é incerto o seu destino, mas uma fala do Diabo dá a entender que ele vai ao Inferno a reboque. 


Felipe Caires, Pedro Vaz, Rodolfo Kunitake,
Victor Ferrari, Vinícius Xavier

                                               

Uma noite de talento

No dia 23/10/2013, ocorreu no Colégio Dom Barreto um sarau cultural, que envolvia apresentações de vários alunos de diversas séries do ensino médio. As apresentações eram baseadas em temas que os professores da área de linguagens propuseram. Algumas salas tiveram um trabalho com tema mais sério como, por exemplo, o 3º ano B, que falou sobre a ditadura, já o 3º A falou sobre Tom Jobim. Outras salas tiveram um trabalho mais descontraído, as salas dos 2º anos apresentaram sobre um filme antigo chamado Hairspray. Já o 1ºA falou um pouco sobre a cultura da Colômbia, e o 1º B apresentou sobre a cultura argentina. Além de estarem se apresentando no palco, alguns grupos usaram como recurso de apresentação alguns slides ou cenários. Cada apresentação possuía alguma coisa característica, danças, encenações, roupas, cada apresentação era única. Durante o intervalo entre as apresentações, alguns trabalhos de artes, português e literatura eram exibidos em vídeos e fotos. Para nós, a apresentação que mais chamou a atenção do público, fazendo-o rir, se divertir, por sua incrível originalidade no roteiro e na apresentação em si, tendo uma ótima qualidade artística foi o musical Hairspray, do 2º ano A.Baseado na historia de adolescentes da época, que enfrentavam dificuldades, paixões, disputas por popularidade, homossexualismo e exclusão. O musical adaptado conta a história de garotas populares que humilham as ‘nerds’ e disputam a coroa de rainha do baile, que é algo sonhado por muitas meninas: ser considerada a mais amável e bonita tanto da escola quanto do baile todo, ganhando uma linda coroa. Mas o que realmente chamou a atenção na apresentação deles é que acontecem coisas inesperadas que divertem e chocam o público, como por exemplo, o melhor amigo gay da suposta rainha do baile acaba por ganhar a coroa e deixa sua amiga de lado. Havia também, no musical, várias danças e músicas que representavam exatamente o que cada personagem estava passando naquele determinado momento e, ao mesmo tempo, divertia e contagiava a platéia com altas gargalhadas. Isso ocorreu quando as ‘nerds’ entram no baile, todas arrumadas e maravilhosas e começa a tocar uma música animada que as faz dançar de modo a tentar ganhar a coroa ou conquistar algum garoto, o que dá certo, pois a garota mais esquisita da escola acabou conquistando o boy mais desejado, que largou a namorada popular para ficar com ela. O musical realmente surpreendeu a todos, deixando um ar alegre e fazendo com que comentassem como foi incrível aquela apresentação da adaptação de um verdadeiro musical chamado Hairspray, feita por alunos comuns e que ficou ótima. Giovanni Stivanelli, Beatriz Zonta, Maria Fernanda Bosco, Maria Augusta Gimenez e Rafaela Nunes
De volta ao século XVI

No dia 25 de Outubro, os alunos do primeiro ano do Colégio Dom Barreto participaram de um estudo do meio, em São Paulo.Juntamente com a professora de Literatura Juliana (Lia) e com o professor de Física Wellington ( Well) assistiram à peça O Auto da Barca do Inferno,escrita por Gil Vicente. O espetáculo aconteceu em um teatro localizado na Avenida 9 de Julho.Ao entrarem no teatro, os alunos em cima da hora acomodaram-se e viram de perto um grande clássico da literatura portuguesa.
O Auto da Barca do Inferno é uma peça moralista, que critica a sociedade da época em que foi escrita: o século XVI.
No cenário, em cada canto do palco, havia duas barcas: a do céu e a do inferno, onde se encontravam, respectivamente, o Anjo e o Diabo, junto ao seu companheiro. O espetáculo contava com um ótimo elenco. Foi uma típica comédia contemporânea, onde os atores interagem bastante com o público, fazendo brincadeiras e até mesmo incluindo espectadores na peça, para dar um toque de humor.
Logo de início, entra  Fidalgo e seu Pagem(atores excepcionais, arrancaram muitas risadas do público),  que vão de encontro com a barca do inferno, recusam-se a entrar e então tentam entrar na barca celestial, mas são rejeitados, então entram na barca infernal. Todos os personagens que entram em cena depois(Onzeneiro, Sapateiro, Frade, Florença que era acompanhante do Frade, a Alcoviteira, Corregedor, Procurador e Enforcado) seguem esse mesmo padrão, recusam-se a entrar na barca do inferno, tentam entrar na barca do céu e são julgados e   rejeitados, sujeitos a irem ao encontro do Diabo. Exceto, o Parvo, o Judeu e os quatros Cavaleiros, que possuem destinos diferentes dos demais. O  Parvo(que também deu um show de humor e atuação), por ser inocente entra na barca do céu;o Judeu, que por não ser católico, não entra em nenhuma das barcas; e os quatro Cavaleiros que vão direto à barca do céu, pois morreram em guerra santa(as cruzadas,expedições em nome de Deus). E, por fim, com a ultima cena(a dos Cavalheiros), a peça chega ao seu término.
Entre os personagens, o Diabo era o que mais se destacava, suas falas sempre eram acompanhadas por recursos humorísticos, que divertiam a plateia. Por outro lado, o anjo era um personagem que não empolgava, suas expressões não mudavam, estava igual em todas as cenas.Brísida Vaz,com sua beleza,chamou atenção principalmente do público masculino, a alcoviteira era uma personagem ligada a temas eróticos,e usava isso para animar e descontrair a plateia.
Quando as cortinas fecharam,o diretor entrou,e, de um jeito confuso em algumas partes, explicou a peça, contradizendo-se ao dizer que essa não critica nenhuma instituição, o que de fato não é verdade, pois as personagens eram tipos, ou seja, representavam  uma classe de pessoas, portanto representavam também a Igreja, assim,como por exemplo, o Fidalgo  representava a nobreza.
No geral, foi um espetáculo curto e divertido, que, ao mesmo tempo, facilitou a compreensão do texto, e gerou algumas duvidas.


Isabela Olivieri, José Gabriel, Mateus Martins, Julia Marcucci
Um pouquinho de arte

No dia 23  de outubro, há  apenas alguns dias  o ensino médio se mobilizou(ou parte dele) para realizar o Sarau Cultural, que modéstia à parte foi um sucesso.É  evidente que esse sucesso não veio sem muito esforço, trabalho e dedicação, da parte dos alunos que participaram e dos professores da área de linguagens que o organizaram e coordenaram.
Um evento com diversas apresentações teatrais, como musicais, grupos que nos proporcionaram conhecer um pouco da cultura de alguns países espanhóis , conhecer um pouco mais sobre a historia do nosso Brasil e até mesmo atrizes e atores revelações, dentre eles destacou-se o José Gabriel, aluno do 1º ano que representou um garotinho muito teimoso visitando a Colômbia  .Apresentações de bandas, cantoras e vídeos abordando os mais diversos temas como videopropagandas, telejornais, e problemas que jovens adolescentes enfrentam em não aceitar a própria imagem.
Um dos espetáculos que mais emocionou o público foi o que trazia como tema a época da ditadura, apresentado pelo terceiro ano A . Uma triste história, porém maravilhosa, capaz de tocar o coração de muitos. E um ponto que vale apena ser mencionado foi a dança preparada e representada por esses alunos. Realmente memorável, pois diferente dos contos de fadas,  os jovens que lutavam por um futuro melhor, não tiveram um final feliz, foram todos capturados, e alguns, nunca mais foram vistos. Esse grupo de alunos passou muito sentimento, verdadeiramente emocionando o público.
A emoção de participar diretamente desse evento é muito gratificante, mesmo que antes de subirmos ao palco, o nervosismo reinasse, ao chegar lá, e fazer o que você veio ensaiando e se empenhando há dias, ver o reconhecimento e apreciação no olhar das pessoas, ouvir os aplausos... Confessamos que nos deixaram com um ‘’gostinho de quero mais’’.
O único ponto negativo em todo esse evento, foi o seu curto período. Vamos lutar para que o próximo dure mais algumas horinhas.


Isabela Olivieri, Mateus Martins, Julia Marcucci, José Gabriel

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Sarau Musical

Quarta-feira, 23 de outubro, foi o dia em que aconteceu o Sarau Cultural do Colégio Dom Barreto de Campinas, aberto ao público, com apresentações acadêmicas de trabalhos orientados por professores de diferentes áreas, e outras livres.
Na parte acadêmica, foram apresentadas peças de teatro (de diversos assuntos, como a ditadura no Brasil e a cultura argentina) e vídeos (que variaram de propagandas a noticiários).  A parte livre não teve a mesma variação, com apresentações musicais (de grupos ou individuais).
Começando pela parte livre, a primeira atração foi uma banda de rock composta por alunos do ensino médio (Klaus Leão, Gabriel Barboza e Patrick Guerra, do primeiro ano, Adrian Moz e Mariana Carvalho, do segundo ano), e um professor (Daniel Florence, História). Ela foi considerada por muitos o ponto alto do evento, apesar de alguns imprevistos (um microfone desligado, por exemplo), graças ao esforço dos participantes. As músicas tocadas foram Sweet Child O’Mine, de Guns N’Roses, e Highway to Hell, de AC/DC.
         Outras atrações livres utilizaram canções modernas, como uma versão acústica de Don’t You Worry Child, de Swedish House Mafia (pelos alunos Ana Flávia Mello do primeiro ano e Gabriela Pastori do terceiro ano), ou música clássica, como “Improviso em Lá Bemol” (pelo aluno do terceiro ano João Ricardo Munhoz), tocado no piano. O último, mesmo não apreciado por todos, foi uma ótima demonstração de habilidade no instrumento.
         Os trabalhos acadêmicos tiveram o acompanhamento dos professores envolvidos nos ensaios, colaborando para se tornarem cada vez melhores, até o grande dia. E não foi visto nada menos que isso, na maioria dos casos. Algo que teria um enorme potencial de erros e imprevistos, que é uma peça de teatro, aconteceu sem problemas (timidez e esquecimento de falas não ocorreram em nenhum dos casos.).
         Nos vídeos apresentados, houve uma grande diferença de qualidade. Enquanto alguns poderiam ter sido refeitos para corrigir erros, outros já pareciam ou eram refilmagens, tamanha a qualidade. Exemplos seriam os noticiários dos segundos anos, que poderiam ter uma qualidade de imagem e som melhores, contra os vídeos dos primeiros anos sobre mitos greco-romanos, muito bem editados, principalmente por ser uma montagem.  
As peças de teatro musicais dos segundos anos tiveram como proposta um concurso de dança, ambientando-se na década de 1980. Já os terceiros anos apresentaram como tema a relação de períodos da história brasileira com música (ditadura militar e MPB, anos dourados e Bossa Nova). As apresentações teatrais dos primeiros anos tiveram como proposta uma viagem a países que falam a língua espanhola (Argentina e Colômbia).
Os vídeos tiveram como temas mitos greco-latinos, noticiários sobre aspectos da língua portuguesa coloquial e vídeo-propagandas.
Baseado em relatos de pessoas que já assistiram a outras edições do Sarau Cultural , pode-se concluir que o deste ano foi bem satisfatório, ou ainda excelente, graças ao ótimo trabalho e esforço dos alunos e orientação dos professores.
Porém, os vídeos poderiam ter recebido mais atenção e houve um exagero de atrações musicais, tanto livres como acadêmicas.


Felipe Caires, Pedro Vaz, Rodolfo Kunitake,

Victor Ferrari, Vinícius Xavier

Auto da Barca do Inferno: um retrato das morais humanas (?)

Na manhã do dia 25 de Outubro de 2013, o primeiro ano do Colégio Dom Barreto teve o prazer de presenciar a dramatização da famosa peça “Auto da Barca do Inferno”, encenada pelo Teatro Ria em São Paulo e dirigida por José Paulo Rosa. A peça é uma obra do fim da Idade Média, produzida por um dos melhores escritores de Portugal na época, o literato e dramaturgo Gil Vincente.
A peça apresenta duas barcas: uma destinada ao inferno e dirigida pelo Diabo com seu companheiro e outra com rumo ao céu, dirigida pelo Anjo. O Diabo acredita poder levar todas as personagems (Fidalgo, Onzeneiro, Parvo, Sapateiro, Frade, Florença, Alcoviteira, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado e os quarto cavaleiros) na sua barca para o inferno e elas obviamente hesitam de ir, por terem tido vidas caóticas e cheias de pecados. De todos os que entram em cena, apenas o Parvo e os quarto cavaleiros são designados à barca do céu: o Parvo por não ter nenhuma maldade no seu coração e os cavaleiros por terem participado das Cruzadas e morrido em nome de Deus. O Judeu é o único personagem da peça que não é aceito em barca nenhuma, pois ele não aderiu ao Catolicismo.

Enquanto o original de Gil Vicente se caracteriza por apresentar uma crítica à sociedade da época, usufruindo da comicidade, a encenação do grupo fica dependente do elemento do humor para conseguir uma interação com o público, embora isso não prejudique tanto a peça, pois ela capta a atenção de uma faixa etária mais jovem, que normalmente não se interessaria por isso, ao trazer à peça elementos contemporâneo.

Bruno Coelho, Klaus Leão, Matheus Libório, Ana Carolina e Flávia Grivol - 1º B

Análise de uma grande noite


O Sarau Cultural, evento anual coordenado pelos professores da área de linguagem do Ensino Médio no dia 23 de Outubro de 2013, foi um ótimo espetáculo aos olhos do público, que aclamou principalmente as apresentações musicais e as peças teatrais.
O primeiro ano destacou-se com a proposta de levar o publico a um país latino americano, com destaque para a peça encenada por Isabela, José Gabriel, Clara, Matheus e Ana Catarina, do 1º A, que levaram o público à loucura quando coreografaram a música “Hips Don't Lie”, enquanto que Pedro Vaz e Mariana Augusta mostraram a beleza do tango argentino. Já o segundo ano tinha a missão de trazer ao palco um pouco da mágica da Broadway, que conseguiram fazer de forma cômica e cativante.
Cabia ao terceiro ano B mostrar ao público a década de 60, um dos períodos mais difíceis para nós, o povo brasileiro. Destacou-se principalmente, com João Ricardo no piano, e pelo alto grau de seriedade com que foram abordadas as peças.
Além de tudo o que foi planejado pela área de linguagem, havia pessoas que estavam ali voluntariamente, mostrando ao público o que fazem de melhor. Destacou-se a apresentação de abertura do sarau, onde Klaus, Gabriel, Mariana, Adrian, Patrick e até mesmo nosso professor de História Daniel tocaram ao vivo hits do rock clássico, como “Highway to Hell” e “Sweet Child o’mine”.
Podemos perceber que o sarau foi admirável por causa do desempenho não individual, mas sim coletivo e, embora esperamos que o do ano que vem seja melhor, sabemos que será extremamente difícil superar o evento desse ano, mas contamos com a capacidade de nossos queridos alunos.
Portanto, no ano que vem, não perca e garanta sua poltrona no anfiteatro do colégio Dom Barreto.

Bruno Coelho, Klaus Leão, Matheus Libório, Ana Carolina e Flávia Grivol - 1º B

Das folhas para o palco... O Auto da Barca do Inferno!

No dia 25 de outubro, os alunos do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Dom Barreto realizaram um Estudo do Meio, que teve como destino a cidade de São Paulo,para assistir o grupo teatral Ria encenando um famosa obra de Gil Vicente: O Auto da Barca do Inferno. Além dos alunos do Dom Barreto também estavam presentes alunos de outras escolas.

O Auto da Barca do Inferno é uma obra valorizada até os dias de hoje; nela, Gil Vicente critica alguns tipos de pessoa que existiam em sua época, como por exemplo os padres que tinham amantes, os sapateiros que roubavam dinheiro de seus clientes e até mesmo as mulheres que cediam moças para os Cônegos da SéAssistir à encenacão desse auto foi importante para todos os alunos presentes, já que este é um texto que ainda é muito cobrado nos vestibulares.

Os atores, além de estarem muito bem caracterizados e serem muito talentosos, interagiram com o público em vários momentos. Os estudantes que eram escolhidos pelos personagens da peça tiveram até a oportunidade de tirar foto com os atores caracterizados no final. A peça, que foi muito bem interpretada, adquiriu uma linguagem mais próxima da que usamos hoje, causando, talvez, mais humor. Além disso, foram adicionadas várias falas onde o objetivo era fazer o público se divertir e soltar várias gargalhadas. Esse objetivo foi alcançado, porém, esse humor adicional na peça deveria ter sido abordado de outras maneiras, não relacionado apenas àsexualidade dos personagens.

Em geral, a peça foi bem interpretada por todos os atores, mas se tem um que merece destaque, definitivamente é o Diabo. Com suas falas cheias de malícia, o Diabo conquistou o público, tirando dos alunos várias risadas. Outro personagem que merece ser citado é o Parvo, o bobo, que com suas falas inocentes e suas brincadeiras, chamava a atenção de todos.

A encenação da peça agradou a todos os alunos, pois o teatro é uma forma de, muitas vezes, tirar histórias do papel e torna-las quase realidade para quem assiste. Quem diria que aquele texto longo e as vezes até difícil de ler, poderia ser tão incrível de assistir?

Patrick Guerra, Ana Catarina Tavares, Clara Lucarelli e Victoria Morello.

Sarau Cultural ? Não, O Sarau Cultural 2013

O “Sarau Cultural 2013”, realizado pelo ensino médio do Colégio Dom Barreto, empolgou alunos, professores e familiares que compareceram ao anfiteatro da escola na noite de 23 de outubro.
Experiência pra lá de positiva, as apresentações envolveram a todos numa atmosfera de muito bom humor e criatividade.
O rock e o clássico, a ditadura militar e a bossa nova, Eco, Narciso, Dorian Gray, El Caminito, Shakira, Sr. Gerundismo e baqueta voadora! Sim, tudo e todos estavam lá. Os temas mais variados e diferentes pontos de vista garantiram a riqueza das apresentações.
Na primeira das apresentações, o rock, na voz da Mariana do 2º ano e ao som da banda afinadíssima dos meninos, já deu o tom e o nível do que viria a seguir (o voo da baqueta, que voltou certeira para a mão do Patrick, foi de tirar o fôlego!). E o que dizer da performance do professor Daniel junto à banda? Demais!!!
Atores encenaram episódios que fizeram a história política e artística do nosso país. A plateia reviveu um pouco da aflição dos jovens dos anos 60 e sua luta contra a ditadura militar. A busca por amigos desaparecidos, a “Passeata dos Cem Mil” e o encontro dos estudantes que a polícia invadiu.
Mas para rebater a tristeza: “Chega de saudade”! E a bossa nova trouxe a brasilidade de nosso Tom Jobim, representado por João Ricardo ao piano e pelas vozes suaves de Maria e Luiza, todos do 3º ano.
Um pouco da cultura argentina e colombiana também enriqueceu o saber dos que assistiram a duas agradáveis peças de teatro. A primeira, que tratou da cultura argentina, reforçava as informações com projeção de fotos dos pontos turísticos relevantes. A segunda, que revelou a todos uma Colômbia que se dedica a promover o Teatro em festa grandiosa que acontece de 2 em 2 anos, surpreendeu pela força em cena de Isabela do 1º ano, ao som da colombiana Shakira.
Vale destacar que o formato do sarau é eficiente e dinâmico, pois as apresentações no palco são intercaladas com apresentações de vídeos. Esses vídeos foram feitos e editados pelos próprios alunos com base em projetos desenvolvidos em sala de aula. Esses projetos trataram, por exemplo, de temas como mitologia grega, cinema e aspectos da nossa Língua Portuguesa.
É espetáculo completo!
Vida longa ao “Sarau Cultural” do Colégio Dom Barreto!

Patrick Guerra, Ana Catarina Tavares, Clara Lucarelli e Victoria Morello.
 

Sarau Cultural 2013


O Sarau que ocorreu no dia 23 de Setembro de 2013 no Anfiteatro do Colégio Dom Barreto foi uma maneira descontraída de levar todos a aprenderem sobre diversos aspectos culturais e  mostrar aos pais, alunos e professores que a esta escola não incentiva apenas o desenvolvimento acadêmico, mas também o talento individual de cada estudante.
O Sarau foi iniciado com a apresentação dos alunos dos 1º e 2º anos do Ensino Médio que, juntamente com o professor de História, Daniel, tocaram e cantaram as músicas : “Sweet child o’mine” e “ Highway to Hell“, das bandas Guns N’ Roses e AC/DC, respectivamente.
Houve também apresentações de musicais, propostas pelos professores da área de Linguagem, que envolveram temas diversificados como o dos anos 60 e a ditadura que ocorreu no Brasil, até os anos 80. Foram exibidos vídeos onde os alunos, de maneira educativa, apresentaram jornais, propagandas e temas polêmicos como a anorexia e a bulimia. 
Nas diversas apresentações, os alunos demonstraram superação ao vencer o medo e a vergonha, dando o melhor de si para proporcionar um ótimo espetáculo para todos. O evento deixou claro que o aprendizado não está restrito à sala de aula. 
De acordo com os professores que tiveram a oportunidade de presenciar os Saraus anteriores, o Sarau cultural 2013 foi o melhor já realizado pelos estudantes do Colégio Dom Barreto.

Luca Angi, Beatriz Alcântara Silva Lopes, Giovanna Silva, Natália Ribeiro e Ruth Stefanny.

Sarau Cultural do Colégio Dom Barreto 2013

              Sarau Cultural do Colégio Dom Barreto 2013                        
         O Sarau Cultural promovido pelo Colégio Dom Barreto é um evento anual em que alunos apresentam trabalhos artísticos das áreas de linguagem, além de inscrições livres como shows. Neste ano, o Sarau aconteceu no dia 23 de Outubro e contou com a presença de pais, alunos, ex-alunos e professores.
         Para a abertura do evento a banda de rock composta pelos alunos Adrian Moz, Gabriel Barbosa, Klaus Leão, Mariana Carvalho, Patrick Guerra e o professora Daniel Florence, tocaram a música “Sweet Child O’ Mine” do Guns and Roses e “Highway to Hell” da banda AC/DC, arrancando aplausos do público. Em seguida, as alunas Ana Flávia de Mello e Gabriela Pastori, acompanhadas no violão por Gabriel Barbosa e Gabriel Rosseto, cantaram as músicas “Price Tag” de Jessie J e “Don’t Worry Child” do grupo Swedish House Mafia. Houve também o cover de Mariana Carvalho da música “When I Was Your Man” do Bruno Mars em uma adaptação do grupo Fifty Harmony, além da apresentação solo de João Ricardo no piano que emocionou à todos.         As demais apresentações envolveram os trabalhos de teatro, como os musicais dos segundos anos inspirados no filme Hairspray que divertiram o público, um tratava da vida de adolescentes nos anos 80 e o outro sobre a vida de adolescentes de outro mundo. Os teatros dos países espano-falantes Argentina e Colômbia chamaram a atenção pelas danças, especialmente, a de Isabela Olivieri ao som de “Hips Don’t Lie” hit da cantora Shakira e o tango de Maria Augusta Gimenez e Pedro Vaz. As peças dos terceiros anos retrataram a Ditadura Militar no Brasil exemplificando a repressão sofrida pelos jovens na época. Também fizeram a representação da Década de Ouro, isto é, o governo de JK e a Bossa Nova.

                 Entre uma apresentação e outra, foram expostos os melhores trabalhos artísticos realizados pelos alunos. Trabalhos como: propagandas , telejornais , videoclips, pinturas, etc. Entre as vídeo-propagandas, as balas Glimp’s - dos alunos dos primeiros anos- encantaram a todos com sua ótima propaganda e amostras de seu produto. 



Autores: Ana Flávia, Giovana Roldão, Isabel Fortunato, Luana Benatti, Milena Faria

O Auto da barca do inferno popularizado pelo teatro


No dia 25 de outubro, os alunos do Colégio Dom Barreto, acompanhados pelo professor de física, Wellington, pela professora de literatura, Juliana, e pelos monitores da agência de turismo Ivian, realizaram um estudo do meio na cidade de São Paulo. O intuito do estudo era a visitação da Universidade de São Paulo, para apreciação de um show no Instituto de Física, além da ida ao teatro, onde assistiriam uma peça escrita por Gil Vicente.
         A peça, assistida pelos alunos, foi “O auto da barca do inferno”, que representa o juízo final. O cenário era constituído por duas embarcações: a barca do céu, que era comandada pelo anjo, representado por Thais Garcia, e a do inferno, comandada pelo diabo, representado por José Alberto Martins. A história desencadeava-se com a chegada dos personagens que buscavam a vida eterna. No julgamento de seus atos em vida, somente o anjo podia absolvê-los e encaminhá-los para qual barca deveriam seguir.
         Durante toda a peça, os atores comunicaram-se com a platéia, fazendo brincadeiras e até chamando pessoas para irem ao palco, tornando o teatro interativo e dinâmico.
Além disso, o figurino, montado por Thales Cristovão, caracterizava perfeitamente os personagens, que apresentavam objetos cênicos essenciais em suas vidas terrestres, deixando evidente para o público quem estava sendo representado. A roupa usada pelo Parvo, interpretado por Andreza Rebucci, era colorida e cheia de estampas o que caracterizava bem o personagem, um bobo da corte.
 Porem, o cenário não foi muito bem trabalhado, pois era composto apenas pelas duas barcas, que não acumulavam os personagens que entravam nelas. Sendo assim, não era possível saber quantos personagens tinham entrado em cada uma delas nem perceber o contraste entre o número de pessoas que supostamente iam pra o céu e para o inferno o que, na verdade, é um tema abordado na história.
O diretor, José Paulo Rosa, ao explicar a peça, mencionou que o Judeu não foi aceito nem pelo diabo nem pelo anjo por não ser católico e não conhecer a doutrina, não podendo ser julgado nem por Gil Vicente, nem por ele mesmo. Mas, na realidade, o fato de o judeu não entrar em nenhuma das barcas está relacionado com o momento histórico em que a peça foi escrita. Na sociedade da época predominava o catolicismo e os judeus eram excluídos. Portanto, Gil Vicente, através de sua obra, quis questionar o preconceito existente contra o grupo.
         O texto da peça, escrito por volta de 1517, traz uma linguagem rebuscada, difícil de ser entendida. A montagem do grupo RIA, por sua vez, conseguiu fazer uma representação da versão escrita com uma linguagem mais acessível e esclarecedora, permitindo aos espectadores entender o enredo.




         Guilherme, Rafael, Fernanda, Luiza e Mariana - 1º ano A